Fábrica de discos de vinil brasileira Polysom voltará a funcionar
Boa notícia para os amantes do vinil: Fábrica de discos de vinil brasileira, Polysom, a única da América Latina voltará a funcionar.

Localizada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, a Polysom, única fábrica de discos vinil do Brasil que tinha sido desativada voltará a funcionar novamente, pois o presidente da Deckdisc, João Augusto, resolveu comprar a fábrica de LPs (e compactos) e se prepara para produzir cerca de 40 mil peças por mês.
Outra boa notícia é que já avisou que sua companhia é inteiramente independente e vai atender a todas as gravadoras. “A Deckdisc vai ser tão cliente dela quanto as outras gravadoras e os artistas independentes. Há uma gama muito grande de independentes que tem essa demanda por vinil”, disse o empresário com visão nos órfãos dos LPs.

Como não se fabrica mais maquinários para prensar os discos, além da reforma do local, todo equipamento está sendo reaproveitado. “Tudo está sendo recuperado, desde a mesa de corte até as prensas. A gente desmonta e troca várias peças, mas a carcaça é a mesma de décadas atrás.” Disse João.
Veja o curta-metragem selecionado para a mostra competitiva do 16º Festival Cine Ceará que mostra um pouco como era fábrica, já decadente, um pouco antes de fechar suas portas (como ela ficará depois da reforma, hém?).
Segundo o novo dono da Polysom o preço dos LPs já foram calculados para que não seja necessário ninguém importar: “No que diz respeito ao custo de fabricação do vinil aqui, estou tentando fazer com que o preço seja duas vezes e meia menor do que lá fora. Vou conseguir fazer aqui um produto muito mais barato do que o que vem de fora. O problema do Brasil é que as taxas são muito altas.”

A gravadora Sony será a primeira contemplada e encomendou um dos discos mais importantes da música brasileira, o histórico ‘Da lama ao caos’ do Chico Science & Nação Zumbi, que completa 15 anos e ganha reedição de luxo limitada. Este será o primeiro da série “Meu Primeiro Disco” que na seqüência prensará álbuns de Vinícius Cantuária, Engenheiros do Hawaii, Inimigos do Rei, João Bosco, Skank, Zé Ramalho, Sérgio Dias, Maria Bethânia, ao todo serão 30 títulos nesta primeira parte do projeto.
Na sequencia os toca-discos voltarão ao mercado, automaticamente, tão logo uma fábrica brasileira inicie a fabricação dos discos.
Espero que os selos de hardcore, punk e metal voltem a trabalhar com este formato o mais rápido possível. Estou com saudade de colocar a agulha para funcionar!

Veja também:
1 protesto!
Other Links to this Post
RSS feed for comments on this post. TrackBack URI


By Carlos, 05/08/2009 @ 01:23
Que ótimo! Espero que se fabrique discos para DJs também… estava tão na secura por discos de Vinyl que já estava até procurando na internet se alguém fabricava o maquinário pra prensar artesanalmente mesmo…